Perguntas frequentes
São aqui abordadas algumas das questões que os nossos pacientes nos colocam diariamente. As respostas são objetivas, com base científica e escritas para serem compreendidas por quem nos procura.
A resposta inflamatória é mais acentuada nas primeiras 48 a 72 horas após a cirurgia, sob a forma de edema, e regride progressivamente ao longo da primeira semana. A cicatrização é, no entanto, um processo individual, que varia de pessoa para pessoa: o regresso à atividade habitual depende da extensão da cirurgia e das características de cada caso. A reabilitação definitiva é instalada habitualmente entre três e seis meses após a cirurgia, uma vez confirmada a osteointegração.
Convém distinguir dois momentos. O primeiro é a integração do implante no osso, que ocorre nos meses seguintes à cirurgia: num paciente saudável ou sem fatores de risco relevantes, as taxas de integração são muito elevadas. O segundo é a longevidade da reabilitação ao longo dos anos, que depende do desenho da própria reabilitação protética — o perfil de emergência, a convexidade e o acesso à higiene têm de estar corretamente resolvidos — e do cumprimento dos protocolos de manutenção: higiene oral diária, consultas de controlo periódicas e substituição dos componentes protéticos sujeitos a desgaste.
O custo é variável e depende de vários fatores: o número de implantes necessários, o grau de atrofia óssea, a necessidade ou não de enxerto ósseo, a eventual correção ou melhoria da gengiva aderida em redor dos implantes, e o material selecionado para a confeção da reabilitação final. O orçamento é apresentado por escrito na consulta de avaliação, depois de uma criteriosa avaliação clínica e imagiológica.
Trata-se de uma solução concebida para o longo prazo, existindo literatura com acompanhamento de casos em função há mais de duas décadas. A longevidade depende da manutenção: higiene oral diária, consultas periódicas de controlo e substituição dos componentes protéticos sujeitos a desgaste, quando aplicável.
O tabagismo constitui um fator de risco para a integração dos implantes. A cessação do hábito é importante para aumentar a taxa de sucesso do tratamento. Quanto à diabetes, desde que esteja controlada não constitui contraindicação; se estiver descompensada, é necessário controlá-la antes de se proceder à colocação dos implantes. São fatores a ponderar no planeamento e a discutir com o paciente.
A radiografia panorâmica é um excelente exame e dá-nos uma visão geral da situação. É, no entanto, uma projeção bidimensional: não permite quantificar volume ósseo nem localizar estruturas anatómicas em três dimensões. A colocação de implantes dentários exige um estudo tridimensional — tomografia computorizada de feixe cónico, CBCT — que permita avaliar o osso disponível e a sua relação com as estruturas anatómicas presentes, como os nervos. É sobre esse estudo que se constrói todo o plano cirúrgico.
Pode enviar-nos o caso e toda a informação de que dispõe sobre ele. Para a discussão do caso é importante dispormos de CBCT, história clínica e fotografias intraorais. Respondemos num curto espaço de tempo com uma apreciação preliminar. Nestas situações o paciente continuará a ser acompanhado por si: concluída a cirurgia, retoma o seguimento no seu consultório, onde decorre também a reabilitação protética.
Para médicos dentistas
Recebemos casos encaminhados por colegas para resolução de situações de atrofia óssea severa. O paciente continuará a ser acompanhado por si — articulamos consigo ao longo de todo o processo e, concluída a cirurgia e a reabilitação, é consigo que ele retoma o seu acompanhamento habitual.
Enviar um casoColoque-a. Irei responder à sua dúvida assim que possível e, se for uma dúvida partilhada por outros pacientes, passará a constar desta página.
Colocar uma questão